12 março 2016

#CinemaDetalhado: A Bruxa

Por Tiago Britto | Colunista da categoria #CinemaDetalhado 

Tá aí de bobeira em pleno sábadão? Hoje é dia de estréia aqui no blog, o Tiago será o mais novo colaborador da categoria #CinemaDetalhado e vai nos dar dicas do que tá rolando de bacana nos cinemas. Se preparem porque as críticas dele são TOP e vai deixar você com vontade de sair correndo para fila do bilheteria, ou não. Porque nem todos os filmes valem a pena nosso saquinho de pipoca, não é?

O Ti é dono do instagram @cinemadetalhado e lá ele conta diariamente suas críticas e comentários com um conteúdo rápido e de qualidade. Vale a pena seguir e ficar por dentro! ;)

Tá, mas vamos parar de conversa e ir para a primeira crítica do blog. E para começar um filme que tá dando o que falar: A Bruxa





A bruxa não é uma obra comum... Não...Não é mesmo. O filme de terror está dando o que falar e chegou a impressionar o mestre do gênero Stephen King, que afirmou ter morrido de medo da produção. Além disso, Robert Eggers ganhou o prêmio de melhor diretor do Festival de Sundance, causando ainda mais alvoroço em torno da película. Dito isso, me proponho a não fazer uma crítica e sim um apelo. Assistam, pois ela merece cada minuto de sua atenção. Não se trata de um filme de terror qualquer, que vai lhe dar alguns sustos e apresentar uma trama pobre e vazia. A tensão toma conta da tela desde o começo, a fotografia e a trilha sonora fazem um primoroso trabalho de ambientação, que é capaz de colocar o espectador na mesma temperatura dos personagens. O medo e expectativa surgem na mesma crescente que os fatos vão acontecendo e nem sempre é preciso mostrar uma cena propriamente dita para que a experiência seja no mínimo angustiante. O trabalho sonoro da obra é incrível, seja com uma música alta e intensa ou com um silêncio preocupante, que cria uma enorme tensão sobre o que pode acontecer. As atuações, do desconhecido elenco, estão primorosas, tendo a obra proporcionado a cena de possessão mais bem feita que pude assistir, sendo de uma tensão e leveza capazes de tornar o fato crível. Por favor, volto a fazer um apelo, assistam, mas assistam de verdade, sem distração, tentem entrar de cabeça na estória, se concentrem e tenham uma experiência diferente. Fujam das sessões mais lotadas, pois sempre tem alguém querendo fazer piada e estragando o clima proposto. Ao final da minha, algumas pessoas ficaram decepcionadas por não terem sentido tanto medo ou por não terem levado sustos, mas esses caminhos fáceis e baratos nunca foram a intenção da obra. O que A Bruxa tem para oferecer é um sensação estranha, de angústia, de tensão que poucas vezes pude sentir durante uma sessão.

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