13 abril 2015

Conhecendo Paris - Parte 1

Por Junia Franco | Colaboradora da categoria #Dicas Gastronômicas

Apreciadores da boa mesa, Paris, na França é o seu, meu, nosso lugar! Antes de listar todas as dicas imperdíveis dessa cidade linda, cheio de cultura e adorada pela sua tradicional e rica gastronomia, me apresento a vocês. Meu nome é Junia Franco, sou nutricionista e cozinheira “amadora” (sou do time das que admitem “jacadas” periódicas, contanto que sejam “gourmet”), leia –se “gourmet”: alimentos produzidos de forma criteriosa e com produtos de alta qualidade. Comida preparada com amor, sabe? Reconfortante, que afaga a alma. Poderia passar dias escrevendo sobre alimentos, culinária e suas virtudes, mas esse não é o tema desse primeiro post..! Sou apaixonada por gastronomia desde pequena, e nunca fiquei longe de um fogão. Creio que minha avó paterna foi o meu referencial culinário, por que, além dela, o pessoal daqui de casa não tem o dom, não exercitam muito o hábito de cozinhar. Rs! Brincadeiras à parte, comer bem é quase lei na minha casa. Viajar também. E a união desses dois prazeres trará, quinzenalmente para vocês, vários posts com dicas e impressões pessoais de restaurantes, bistrôs, docerias e tudo que for relacionado a boa gastronomia, seja no Brasil ou pelo mundo a fora! Sejam Bem Vindas (os) ao meu (saboroso) mundo!

Nossa primeira parada, é em uma das cidades mais famosas e românticas do mundo: Paris!


Como diria Edith Piaf na canção “Paris” :

Pour moi, Paris c'est mes amours
Et mon coeur ne peut se reprendre
Paris, tu es ma gaieté, Paris
Tu es ma douceur aussi
Tu es toute ma tendresse
Para mim, Paris é o meu amor
E o meu coração não aguenta
Paris, você é a minha alegria, Paris
Você é minha doce também
Você é tudo meu amor’’

Tudo em Paris é inspirador! Sim, sou apaixonada por todas as oportunidades sensoriais e culturais que essa cidade nos traz! Para aproveitar Paris ao máximo na sua primeira vez, basta caminhar ao acaso, sem rumo, sem pressa...Se deixar levar pela poesia que exala nessa cidade...

Garanto que irá encontrar vários cartões postais (como eu encontrei sem querer a Pont des Arts,) e as suas melhores fotografias da viagem sem nem perceber. Paris não se define nas visões grandiosas, e sim nos seus pequenos detalhes, como mercadinhos ao ar livre, cafés, boutiques, bancas de flores e até mesmo no jeito de andar dos parisienses, tão elegantes nas mais improváveis situações...


Quanto a tão falada rispidez dos franceses, basta uma palavra amiga em francês, um “Bonjour”(Bom dia), ou S'il vous plaît (Por favor), para você perceber o quão amáveis eles podem ser.

Voltando a falar sobre gastronomia...Esta é tão importante para os franceses e para o mundo, que foi considerada pela UNESCO, patrimônio imaterial da humanidade! Bom, não é para qualquer um, é?

A história da culinária francesa provém dos tempos medievais. Sendo na idade média, o início da construção dos pilares básicos que regem a cozinha francesa, sendo eles: a escolha de bons ingredientes, a sabedoria na maneira de utiliza-los e o requinte nos mínimos detalhes.
Nesse tempo, sendo uma civilização basicamente cerealista, o pão era um dos principais alimentos consumidos. Contudo, a mesa francesa medieval em certos períodos era farta, composta por peixes, lagostins, empadas de paris, tortas, pudim de ovos, queijos, castanhas, etc...
Com a descoberta das Américas, novos ingredientes foram introduzidos aos hábitos europeus, como feijões, tomate, batata, pimenta, milho. Entretanto, na França, tais alimentos só foram valorizados no governo do rei Luís XIV,o Rei Sol, que instaurou um vasto movimento de renovação dos costumes e práticas alimentares.
Nesse momento, os cozinheiros passaram a privilegiar o cozimento, deixando as carnes com o máximo de sabor, o que permitiu que se desenvolvesse na França, uma produção de carne da mais alta qualidade.
As famosas festas dadas por Luis XIV no Palácio de Versalhes ensinaram aos franceses, práticas antes não realizadas como utilizar talheres e individualização do “couvert”. Através desses padrões a mesa, surgiam os fundamentos da refeição moderna: a elegância da mesa, a etiqueta e o bom comportamento à mesa para comer e beber.
No século XVII, antes da revolução francesa, foi inventado o primeiro restaurante em Paris.

Há duas versões sobre a invenção dos restaurantes: A primeira, diz que um senhor, denominado M. Boulanger, também conhecido como “Champs d’Oiseaux, um padeiro e vendedor de sopas, resolveu colocar em seu estabelecimento perto do Louvre, algumas mesas a disposição dos seus clientes, que até então tomavam seus caldos restauradores em canecas e em pé. Com o aumento da clientela, que passou a exigir além dos caldos restauradores, outros pratos, M. Boulanger passou a servir pratos com alimentos sólidos em porções individuais. A partir de então, ele foi seguido por outros “restaurateurs” e estava então inventado o restaurante na França. A outra versão sobre a invenção do restaurante, atribui à Marthurin Roze de Chantoiseau a criação do modelo atual de restaurante. Sendo um homem conhecido, Chantoiseau fixou residência em Paris em 1760, em plena conjuntura de crise econômica da França em face da sua dívida interna. Em Paris, a partir da fortuna herdada do pai, um rico latifundiário e mercador, este, após algumas tentativas de elaboração de projetos para ajudar a França a sair da sua crise, em 1765 abriu as portas do primeiro restaurante. A intenção era, através dos restaurantes, “fazer circular o dinheiro, que ajudaria a melhorar a situação econômica francesa.

Independentemente de quem foi a genial (e necessária) ideia de criar esses “paraísos dos sabores” devemos agradecê-lo todos os dias por nos dar o prazer de desfrutar da sua maravilhosa criação! rsrs.

Atualmente, existem vários lugares imperdíveis para se conhecer na capital francesa, provavelmente desde o 1° arrondissement (diga: arrondiss’mã) até o 13°!!!
Sim, é uma lista para umas 5 ou mais viagens. O bom disso tudo, é que você sempre arranja uma desculpinha para voltar para lá! :)

Para o próximo post, selecionei alguns pontos bem bacanas e outros mais tradicionais que descobri nessa viagem recente que fiz a Paris.

Bises e Á Bientôt!
Júnia 
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