14 março 2015

O Efeito Christian Grey

Por Larisse Telles | Colaboradora da Categoria #Cultura do Blog



Não vale a pena fazer uma resenha do livro Cinquenta Tons de Cinza, pois a história é pública e notória, pra quem leu ou não.

Não vale a pena dar opinião sobre questões sexuais e submissão, já que são pontos totalmente subjetivos e não merecem julgamento alheio.

Não vale a pena analisar a dramaturgia consignada na película, seja pelo binômio livro x filme, seja pela atuação dos atores.

O que vale a pena é considerar o efeito que o livro – e, atualmente, o filme - vem causando nas pessoas.

É, no mínimo, engraçado as filas e filas formadas nos cinemas compostas por duplas ou grupos enormes de mulheres eufóricas e felizes em “conhecer” o famoso Sr. Christian Grey.

Não importa a raça, religião, nem idade. Elas estão lá! Todas fogosas e faceiras a cada fala e olhar daquele personagem capaz de mexer com a imaginação de cada uma; estão suspirando pela beleza do ator ou por qualquer mínima declaração de carinho daquele homem que, até então, é/era um iceberg sentimental; estão rindo e “nervosas” a cada cena de sexo regada pela submissão da Srta. Anastasia Steele.

É, no mínimo, engraçado ver os homens que acompanham suas amigas/ficantes/namoradas/esposas... Eles ficam com aquele olhar de questionamento, tentando entender o que há de extraordinário ali; mas, eles também se divertem (ou não!) com tanto estrógeno e progesterona dominantes no ambiente.

Após 125 min há uma mistura de prolongação de euforia com a decepção de ter que aguardar a continuação do filme (em data ainda desconhecida). Ficção ou realidade, desejo ou carência, nervosismo ou não, os “50 problemas diferentes” do Sr. Grey são capazes de fazer todos sorrirem um pouco mais...

Então?! Sorriam em Cinquenta Tons diferentes...! 

Beijinhos
Lari
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