13 janeiro 2015

É tempo de viver coisas boas!

Texto roubado da Manu Berbert]



Todo final de ano eu acabo fazendo um balanço do que vivi até aqui. Dos amigos que ganhei, dos que inevitavelmente se afastaram, dos que fazem falta por isso e dos que descobri que nunca acrescentaram exatamente nada à minha vida. Faço um balanço das conquistas profissionais também, e repenso as oportunidades que agarrei com muita força e aquelas que simplesmente deixei passar, ignorando-as com os olhos e com o coração. O que cada pessoa ou coisinha deixou aqui? O que levou de mim?

Faço um balanço dos erros e dos acertos também. Do bem que fiz ao próximo, do bem que me fizeram, e penso nas pessoas que eu poderia ter feito alguma coisa relevante e simplesmente não fiz. Fico me perguntando por que somos assim, involuntariamente seletivos e tantas vezes errôneos. Fazemos demais por A e inúmeras vezes sequer enxergamos o colo que B nos cedeu, com um sorriso no rosto e uma paciência de dar inveja a qualquer monge tibetano. O ser humano e suas falhas. E eu não seria mesmo diferente.


Mas viver é inquietar-se, e talvez por isso seja tão importante avalizar-se, reavaliar-se, observar-se, mover-se. Não dá para sair por aí vivendo desvairadamente, sem ponderar um pouquinho as experiências. Das boas, carrego comigo o aprendizado. Das ruins, tento enxergar aprendizado também. Nem sempre é fácil apenas engolir o que te fazem e digerir por dentro, mas a maturidade tem me ajudado ao menos a tentar. Não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor?

Talvez 2014 tenha sido o ano mais difícil da minha vida, mas também o mais importante. Aprendi que carinho é com respeito que se paga, mas que desamor também. Enfiei a cara nos projetos profissionais tentando não escutar o coração, e ele me mostrou da pior forma possível que sou capaz de fazer e ser tudo o que quiser, mas que jamais serei capaz de viver sem amor. Ainda que seja o amor-próprio!

Pode chegar, 2015! Estou prontinha para viver coisas boas, e os melhores anos da minha vida!
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